Pequeno resumo da vida de Oscar Niemeyer

Publicado: setembro 22, 2011 em Turma B

Oscar Niemeyer

Carioca nascido no ano de 15 de dezembro de 1907, se casou aos 21 anos com Annita Baldo (1909 – 2004) com quem teve uma filha Anna Maria , ainda com 21 anos terminou o ensino secundário, um ano depois em 1929 se matriculou na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro , 5 anos depois saiu formado como engenheiro arquiteto.

Depois de casado comecei a compreender a responsabilidade que assumia e fui trabalhar na tipografia de meu pai, entrando depois para Escola Nacional de Belas Artes” (Oscar Niemeyer)

Em 1935 começou a trabalhar com Lúcio Costa (1902 – 1998) e Carlos Leão (1906 – 1983), trabalhava gratuitamente no escritorio deles, pois lá ele ele esperava encontrar as respostas a suas perguntas sobre arquitetura, e não se adaptava a arquitetura comercial que era utilizada, assim ele considerava um favor trabalhar no escritório, mesmo passando por dificuldades financeiras.

Em 1936, o escritório onde Niemeyer trabalhava foi chamado para projetar o novo edifício do Ministério da Educação e Saúde, e Lúcio Costa montou uma equipe de arquitetos que contavam com o grande arquiteto franco-suíço Le Corbusier (1887 – 1965) que era o grande ícone do Modernismo.

Em 1937 projetou a Obra do Berço, no Bairro da Lagoa Rio de Janeiro , o primeiro projeto individual de Niemeyer . Dois anos depois foi junto a Lúcio Costa projetar o Pavilhão do Brasil na Feira Mundial de Nova York.

No ano de 1940 ele conhece Juscelino Kubitschek, que era prefeito de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, Juscelino Kubitschek tinha o interesse em desenvolver uma região onde havia um lago artificial chamada de Pampulha, a obra pedida foi cassino, uma igreja, uma casa de baile, um clube para alta sociedade  e um hotel que não foi concretizado, a obra foi executada junto ao engenheiro Joaquim Cardoso (1987 – 1978) e ao paisagista Roberto Burle Marx (1909 – 1994).

Em 1946, foi convidado a dar um curso na Universidade de Yale nos Estados Unidos, mas não pôde entrar no país, pois participava do Partido Comunista Brasileiro, que havia se afiliado em 1945 por onde se tornou amigo pessoal de vários lideres comunistas, tais como Fidel Castro que o citou em seu discurso de despedida do poder de Cuba. No entanto, no ano seguinte, ganhou por unanimidade o concurso para a construção da sede da Organização das Nações Unidas em Nova York e obteve o visto de entrada para desenvolver seu projeto.

Em 1951 crio o projeto arquitetônico do Parque do Ibirapuera junto ao paisagista Roberto Burle Marx para comemorar o aniversário da cidade de São Paulo ao completar 400 anos. No mesmo ano foi criado o Edifício Copan, que é a grande curva da cidade de São Paulo ele idealizou um lugar onde pessoas de diferentes organizações familiares, classes sociais e culturais pudessem conviver em harmonia. Para isso, além de apartamentos, foram projetadas diversas áreas de convivência, como um cinema, um teatro, um grande restaurante e um hotel de luxo.

Ainda em 1951 construiu sua própria casa no Rio de Janeiro, chamada de Casa das  Canoas, esta tombada desde 2007 pelo IPHAN.

Eleito presidente em 1956, Juscelino Kubitschek chama Niemeyer para o seu projeto mais ambicioso, a nova capital do Brasil. É aberto um concurso de urbanismo para a nova capital e o vencedor é o antigo chefe de Niemeyer, Lúcio Costa. Em poucos meses ele completa o projeto dos prédios da cidade, o Palácio da Alvorada, o Congresso Nacional, a Catedral de Brasília, os prédios dos ministérios, o Palácio do Planalto além dos prédios residênciais e comerciais. Niemeyer e Lúcio Costa aproveitaram para pôr em prática os conceitos modernistas de cidade: ruas sem trânsito, prédios erguidos por pilotis, integração com a natureza. Uma ideologia socialista também surgiu: em Brasília todos os apartamentos deveriam ser do governo que os cedia para seus funcionários, não havia regiões mais nobres, ministros e operários dividiriam o mesmo prédio.

Brasília foi construída e inaugurada em 4 anos período de um mandato presidencial, Niemeyer tornou-se coordenador da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Brasília (UnB).

Em 1963 é nomeado membro honorário do Inst. Americano de Arquitetos dos Estados Unidos e ganhou um prêmio soviético de paz, o Lênin.

Em 1955, fundou a revista Módulo, no Rio de Janeiro, uma das mais importantes revistas de arquitetura, urbanismo, arte e cultura da década de 50, mas no ano de 1964 durante uma viajem á Israel, foi surpreendido pela noticia do golpe militar, o fato de ser comunista acarretou a destruição parcial da sede da revista e a proibição da circulação da revista no país voltou a circular em 1975 com  o início da abertura política mas saiu de circulação definitivamente em 1989.

Quando voltou de Israel Niemeyer teve que depor para o Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), e após os ocorrido seus projetos começaram a ser recusado e seus clientes a sumirem, seu escritório chegou a ser saqueado. Em 1965 pede demissão da Universidade de Brasília em protesto a política universitária e retaliações do Governo.

No ano seguinte muda o seu escritório para a famosa avenida champs-Élysées na Paris na França. Na França começa a criar projetos para todo o mundo em especial na Argélia, onde desenha a Universidade de Constantine e, em 1970, a mesquita de Argel. Na França, projeta a sede do Partido Comunista Francês (doação), a Bolsa de Trabalho de Bobigny, o Centro Cultural Le Havre, na Itália a Editora Mondadori, em Portugal  na cidade de Funchal, o Pestana Casino Park, um projeto que é composto por três edifícios: um cassino, um centro de congressos e um hotel de cinco estrelas.

Niemeyer consegue sua volta ao Brasil no início dos anos 80 com o abrandamento ou distensão política da ditadura militar, a chamada “abertura lenta, segura e gradual”, e ja retorna projetando o Memorial Juscelino Kubitchek na cidade de Brasília, onde se encontra o corpo do ex-presidente.

Na mesma década projetou Edifício Manchete sede do Grupo Bloch onde se encontrava a tv Manchete a revista Manchete e todos os veículos cariocas da Bloch editora  em 1983  o Sanbádramo do Rio de Janeiro.

O Memorial da América Latina, localizado no bairro da Barra Funda, na cidade de São Paulo, Museu de Arte Contemporânea de Niterói construído em 1991 (MAC),  um terreno que o próprio escolheu quando andava de carro por Niterói. Considerado uma de suas grandes obras, o projeto do MAC integra a arquitetura com o panorama da Baía de Guanabara, a praia de Icaraí e o relevo do Rio de Janeiro.

Em 2002 foi inaugurado o complexo que abriga o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. Por sua forma inusitada, o museu é popularmente chamado de Olho do Niemeyer. Abriga diversas exposições ao longo do ano e traz milhares de turistas do Brasil e do exterior.

Em 2003, Niemeyer foi escolhido para projetar seu primeiro edifício na Grã-Bretanha, um anexo provisório na Serpentine Gallery – uma galeria londrina que constrói a cada ano um pavilhão no Jardim do Hyde Park. Apesar de sua preferência pelo concreto, Niemeyer optou pela execução em aço devido ao caráter temporário da obra, que pedia uma arquitetura desmontável.

Em 2006 concebe em Goiânia um complexo que leva o seu nome Centro Cultural Oscar Niemeyer, em sua homenagem.

Em centenário perfeitamente lúcido e ativo. Neste mesmo ano, no dia 12 de dezembro ele recebeu a mais alta condecoração do governo francês pelo conjunto de sua obra, o título de Comendador da Ordem Nacional da Legião de Honra. Vladimir Putin, presidente da Rússia, conferiu-lhe a condecoração da Ordem da Amizade no dia 14 de dezembro. No mesmo ano de 2007 o Iphan tombou 35 obras do arquiteto, das quais 24 foram selecionadas por Niemeyer. No mesmo ano também iniciou as obras do seu primeiro projeto na Espanha: um centro cultural com o seu nome, Centro Niemeyer, em Avilés, Astúrias. Do projeto consta de cinco peças separadas e complementares: praça, auditório, cúpula, torre e um edifício polivalente.

Em 21 de julho de 2008 foi inaugurado na cidade de Natal o parque urbano Dom Nivaldo Monte, com o projeto arquitetônico de autoria de Oscar Niemeyer. O parque ocupa uma área de 64 hectares, sendo composto por dois estacionamentos, dois pórticos de entrada, cinco trilhas pavimentadas (6,5 km), quatro unidades de descanso, quatro baterias de banheiros, biblioteca, auditório, centro de educação ambiental, um monumento com doze andares, constituindo memorial da cidade e mirantes.

As obras tombadas pelo IPHAN ou declaradas Patrimônio da Humanidade pela Unesco (caso de Brasília), só podem ser alteradas com autorização do arquiteto

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